Como evitar guerras e catástrofes. Introdução

À medida que se for lendo esta minha série de mensagens, logo se tornará óbvio o que os motivou. De qualquer forma, o evitar o prevenir mais sofrimento, e criar a alternativa necessária, para alcançar tal objectivo, é sempre a minha motivação. Estes pensamentos são aqui publicados por causa da urgência dos tempos. Se não fosse isso, eu gostaria de guardar os meus pensamentos, para os transformar num artigo mais estruturado e curto. Porém, essas considerações são fúteis, perante questões tão grandes; e afinal de contas, continuo a pensar que um blog serve para escrevermos assim mesmo. Não artigos perfeitos, mas às vezes aflição em estado puro. Ou afeição. Ou prevenção. Ou um diálogo. Se os outros fazem do nosso diálogo um monólogo, apesar de todos os nossos esforços, isso não é nossa responsabilidade. Imediatamente, ao estar a tratar da publicação do meu “artigo”, surgem mudanças, e uma imagem de como seriam os meus escritos, e como eles evoluiriam, se houvessem respostas do outro lado. Eu sempre disse que, para mim, o diálogo ilumina o caminho.

Se os seres humanos querem poder orgulhar-se de algo, esse algo só pode vir a ser uma coisa: poderem dar o exemplo, mostrar e concretizar os resultados de uma Terra — isto é, portanto, uma humanidade, que funciona bem, através do amor e da compaixão.

Amor a quê? Amor àquilo que os (neo-)platónicos resumiam como “O Bem”.

Em vez de neste momento definir o que é o Bem, consideremos a hipótese de que a humanidade, isto é, a sociedade que os seres humanos formam, funcione segundo aquilo a que os mesmos são atraídos, segundo aquilo que mais amem. Também portanto segundo o que acreditem.

Quando digo que somos livres de viver segundo o que acreditamos, não quero dizer individualmente, pois que somos mais ou menos dependentes uns dos outros, segundo um tecido construído em conjunto, resultante em grande parte daquilo que é mais amado e acreditado pelos nossos chefes, governantes e guias.

Como exemplo e prova de como somos dependentes, temos os vários casos conhecidos das chamadas “crianças-lobo”: crianças humanas, que foram criados por animais, e que não se desenvolveram como seres humanos, não tendo aprendido a falar e tendo adquirido os hábitos e forma de alimentação desses mesmos animais. Isso é uma prova do quanto estamos inter-relacionados, por muito nobre e valiosa que seja a individualidade, que vai mais além do que aquilo que recebemos uns dos outros.

Forma-se um círculo (vicioso ou não) entre a parcela da humanidade que selecciona os seus chefes de acordo com o que a mesma ama e compreende, ou ainda não ama, e não compreende, e esses dirigentes que por sua vez se tornam veículos de determinando sistema de organização social e de crenças. Isto é-nos óbvio quando consideramos reis e imperadores que determinaram a conversão religiosa de um país. Naturalmente, a fonte de inspiração desses mesmos governantes, era um outro ser ou ideia que lhes era superior. Por isso mesmo digo que eles são “veículos”, “canais, através dos quais se realiza a aplicação prática de determinado conjunto de crenças e convicções. Com a separação entre poder temporal e poder espiritual, esta relação com as ideias dos governantes ou poderosos, tornou-se menos óbvia, mas será que é menos intensa ? Por mim, penso que é menos transparente, mas mais presente do que aquilo de que as pessoas têm consciência. Podemos concordar ou não, mas o meu escrever destes pensamentos foi motivado pela convicção de que sim, e de como isso poderia ser positivo, se um ou mais desses dirigentes tivesse a possibilidade de decidir coisas extraordinárias; extraordinariamente boas. Porventura, difíceis também; mas boas.

Sem implicar que isso fosse suficiente para criar e prometer “paraísos”, decisões iluminadas por compaixão e compreensão, não deixarão de ter um efeito positivo grande — talvez de incalculável grandeza.

Os factos indicam que no Universo, existe uma quantidade de seres de grande antiguidade e poder, que não se desenvolveram segundo os mesmos princípios da liberdade, bondade e caridade, e de direitos humanos em harmonia com a Natureza e com Consciência, princípios que temos vindo a definir, embora ainda não os pratiquemos. A concretização de uma sociedade e de uma Humanidade na Terra, que REJEITE todo um conjunto de escolhas de (aparente) desenvolvimento, para ESCOLHER E ACEITAR SOMENTE um caminho de caridade praticada, de alegre espiritualidade, de amor ao que é realmente do Bem, em conjunto como esse amor, como guia suficiente para criação de uma sociedade muito melhor, isso, será algo de que os seres humanos se poderão orgulhar no futuro, quando estiverem perante a Assembleia dos representantes de “outras humanidades e outras Terras”, talvez perante os Anjos de Deus.

Nem é possível descrever a felicidade indiscritível que sentiriam os chefes que tivessem tomado essas resoluções, que viessem a ter como consequência final o florir de uma sociedade completamente transformada para melhor, baseada no amor ao Bem. Tentar isto, tentar o Bem, através de fazer o mal, já todos tentaram até aqui: matando, torturando, explorando, oprimindo, desprezando e utilizando abusivamente milhares de inocentes, primeiro, para depois, alcançar esse “bem”.

Afinal, não resultou: o nosso mundo é constituído por massas e populações inteiras de vítimas de crimes de guerra horrendos, escravos, explorados, violados, abusados, famintos e doentes, que vivem as suas vidas inteiras em condições que não obedecem aos direitos humanos mais básicos, enquanto uns poucos vivem gozando de alguns progressos, na maioria das vezes, sem conseguirem pô-los ao serviço de uma verdadeira evolução sustentável que inclua os despojados e “o próximo”.

Mas a convicção de que é necessário fazer males para alcançar o bem, não foi a única que teve um papel tão relevante na luta do Bem contra o mal. Muito simplesmente existem convicções sobre assuntos vários, sobre as quais podemos concluir hoje em dia — e conclui-lo cientificamente racionalmente — que estavam erradas. Com a informação que temos agora, depois de experiências várias, sabemos novas coisas, compreendemos porque pensávamos de outra maneira, e podemos continuar em frente. É simples. Caro, talvez. Pode requerer custos, perdas de investimento, trabalho de pensar de forma diferente e desbravar novas direcções, mas possível.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s