O Latim, na Europa – (textos da Europa 2)

Salve! Bom dia!

O latim é ensinado em muitos Institutos Superiores, especialmente na Europa e na América. É compulsório nas escolas públicas Britânicas, nos seus Liceus, no Liceu Clássico e Liceu Científico em Itália, nos “Gymnasium” na Alemanha e na Holanda (que são o equivalente aos nossos Liceus)…

“Latin is taught in many high schools, especially in Europe and the Americas. It is compulsory in British Public Schools andGrammar Schools, the Italian Liceo classico and Liceo scientifico, the German Humanistisches Gymnasium, the Dutchgymnasium, the Boston Latin School and Boston Latin Academy. In the pontifical universities postgraduate courses of Canon law are taught in Latin and papers should be written in the same language.”
Citei o excelente artigo da Wikipedia sobre Latim, parte “Modern Latin”. Latin – Wikipedia, the free encyclopedia

Ora lembro-me como se fosse ontem — era eu miúda — de quando se anunciava e comentava por tudo quanto era lado, em pleno Verão da nossa conhecida Praia, “o final do Latim nas escolas portuguesas” ! Lembro-me de como eu tentava, de cada vez que ouvia a expressão “Língua morta” — fúnebre razão que justificava a mudança — imaginar a Língua realmente morta:
— Já não é falada por ninguém, diziam. — E eu via-a pairando sobre o espaço luminoso, mas vazio de gente, a ela viva, e a nós, morrendo.
A esse propósito, é interessante saber que na Polónia, o latim foi usado até mesmo como segunda língua, desde o sec. IX até ao sec. XVIII.

Ora, se, portugueses e brasileiros passassem a aprender latim, deixaria de haver o problema com o desacordo que tem “distraído” o país, desgastando as forças que eram necessárias para defender a agricultura, artesanatos, artes, ciência e indústria, em vez de se gastarem milhões em reedições da literatura, gramáticas e livros escolares, por causa de uma mudança de ortografia, a qual advém apenas da ignorância do latim. Se, em vez de se ter gasto a quantia astronómica que há-de ter custado a introdução obrigatória do desacordo ortográfico nas escolas, tivessem gasto a mesma na introdução da aprendizagem do latim e do grego, de forma alegre e divertida, criativa e inteligente, teriam semeado boas sementes e soluções para este país à procura de si próprio, em vez de lhe cortarem mais raízes. É evidente que quando se cortam as raízes as árvores adoecem… são atacadas pelos inimigos, e só por milagre, lutam e demoram a morrer.

Como nunca é tarde para começar o que está bem, espero que ainda venha a acontecer, e que venham a criar-se as possibilidades e circunstâncias para mudanças para melhor, em vez de para pior. Pelo que se vê, o que menos falta, são as maneiras de o fazer. Até já existe um movimento chamado o Latim Vivo!: “The Living Latin movement attempts to teach Latin in the same way that living languages are taught, i.e., as a means of both spoken and written communication.

It is available at the Vatican, and at some institutions in the U.S., such as the University of Kentucky and Iowa State University. The British Cambridge University Press is a major supplier of Latin textbooks for all levels, such as the Cambridge Latin Course series. ” (Wikipédia)

É claro… que, como é com tudo, depende de como é ensinado, e não há Camões ou Homero que não possa tornar-se o tormento das criancinhas nas escolas!, se for forçado, e ensinado em forma de chatice. Até a música pode ser estragada por um mau professor ou professora — às vezes, para quase toda a vida — quanto mais as declinações!…
Portanto, espero vivamente que alguns dos filólogos portugueses — pessoas como o Frederico Lourenço, por exemplo, que fez a extraordinária tradução de Homero — mergulhe no oceano da criação de gramáticas e livros de aprendizagem de latim — e grego — para pessoas de Língua portuguesa que os queiram aprender, em todas as idades… e da forma mais inteligente e eficiente, usando o melhor conhecimento disponível, mas adaptando-as à necessidade dos Lusófonos. Se os houvesse, eu já hoje em dia teria aprendido latim.

Que lição podem os portugueses retirar, do facto de haver tantos professores de latim e grego de língua inglesa, prontos a partilhar o seu conhecimento, e inúmeros livros altamente especializados e qualificados para ensinar o latim a partir do inglês, aliados a grande entusiasmo, e dedicação, quando, a partir do português, nada se encontra?

Aprender sânscrito, hierógliflos egípcios, italiano, a linguagem dos pássaros, chinês,música, física ou simplesmente matemática, terá o mesmo efeito de portais que se abrem para novos mundos. Mas o latim, o grego… entre outros, (Atlântida…) são-nos tão próximos, tão chegados, a nós portugueses, quanto a artes, pensamento, cultura, que não admira que, ignorando o que nos aproxima das fontes espirituais, o nosso mundo ande invertido, e os nossos maiores defensores da soberania, da liberdade, da bondade, verdade e beleza, sejam impedidos e tratados como dementes e delinquentes.

Termino com um detalhe e algumas ligações : Um blog, com um artigo sobre o tema, embora se tenham escrito muitos mais, lamentando a mesma perda e falta:  Mare Nostrum: Estudar os Clássicos (1): Grego

Também existe uma Latin Wikipedia
Para aprender latim existem imensas ajudas na internet, mas achei simpática a seguinte página, com frases do dia a dia em Latim ! Latin Phrases and Common Sentences
e o final desta página, que está muito boa, também tem um princípio de latim em português, o qual faço tensão de usar… Oh, valham-me!… para mim própria !
Gratia, parece que era: já não sei: estou exausta…

Latim – Wikipédia, a enciclopédia livre

V
ale !

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s