WOW – a indignação dos homens. Na viajem da descoberta do Amor

Daphne e Apollo, por Bernini
Daphne e Apollo, por Bernini


Lies, damned lies, and rape statistics | A Voice for Men
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Isto me ocupou, ao terminar outra coisa que tenho estado a fazer. Parece não ser o problema mais urgente em Portugal? Pois isso pode parecer somente à superfície. Está directamente ligado à senda espiritual. E sem essa, não há salvação nem regeneração.

Aquilo com que concordo nos diálogos da ligação acima, é que a crueldade e degeneração do egoísmo, seja do ser humano para ser humano, homens e mulheres.

Trata do seguinte:
Um grupo de homens, não concorda com o facto de mulheres dizerem que a violação é um dos grandes problemas da nossa sociedade. Conclusão: muitas mais mulheres teriam que ser violadas, para que fosse realmente grave este problema, em vez de um mero exagero de “feministas”.

Desde quando é que o problema do abuso sexual das crianças é falado? Desde que se trata de… rapazes. Há milénios que as meninas e mulheres são abusadas, sem que ninguém se importe, ou faça seja o que for, inclusivamente falar disso. Sim, com certeza, fazia parte da cultura, parece que de todas as culturas… e há uma tentativa de mudança.  Claro que há muitos outros crimes graves. E então? Lá por isso, não se deveria insistir na consciência deste ? Surgem injustiças, na correcção e mudança de tais calamidades milenares? Erros às vezes ainda piores? Mulheres que começam a fazer o mesmo elas também? Infelizmente.

Portanto eu compreendo. A mera inversão da mesma perspectiva, nada resolve. E há feministas assim. Vi pessoas a defenderem as “mulheres cruéis e vingativas”, que devolvem abuso com crimes, como Norma! A elogiarem estas figuras trágicas como heroínas femininas, exemplo para as mulheres. Mas isto é o resultado do caminho espiritual errado, enquanto desbravamos o verdadeiro.
E até compreendo o choque que deve ser para milhares de homens, depois de milénios de poderem fazer com uma mulher o que queriam… milénios de ela ser a sua posse, objecto de satisfação e prazer, a sua boneca, ver-se perante situações de acusação, completamente inesperadas…  Às vezes até injustas, porque a transformação é lenta, e todos ainda estamos a aprender. (Infelizmente muitos comportam-se como se já tivessem aprendido tudo, e paradoxalmente, acusam-nos a nós que estamos caminhando… caindo e levantando-nos de novo).
Mas tanta violação que a mulher, a rapariga, a menina tem aceite ao longo de milénios… como não o sendo, afinal! Perplexidade, ignorância, brutalidade, obscenidade, animalidade, necessidade… grande parte do que o homem pensa ser “sexy”, sensual, ou completamente “natural”, e que coloca nos seus concertos rocks e filmes, e livros… e porno.
Um mundo de uma outra sexualidade, de uma sexualidade de amor, se é que ela existe realmente, (quanto a mim, sim) é quase como viver noutro planeta. Ainda falta muito para lá chegarmos. Mais do que pensamos.
E este estado de coisas, não tem a sua contrapartida no aspecto espiritual, emocional, intelectual das vidas humanas? Claro que tem! Mais do que pensamos.

De Norte a Sul, de lés a lés, os seres humanos labutam… aquilo a que antes chamaram de “amor”, afinal, mais era “uso” sexual? E no fundo, uso sexual de outro ser humano…. está perto de abuso sexual de outro ser humano. Entra-se num paradoxo insolúvel… com o qual se depararam também os primeiros Cristãos, como Tecla: deixa-me sossegada marido, seguir a minha senda e o meu Deus.

Wilhelm Reich, Osho, e os terapeutas de Osho. Depois, as inúmeras comunidades do “amor livre à força“, que ou não passaram de abuso, ou acabaram em abuso, entre os quais o da pedophilia. *

Poderia todo este assunto estar relacionada com Maria grávida? Os vários Essénios, os Cátaros que queriam desaparecer da Terra, os vários Gnósticos… os contra os Gnósticos…. a pureza do Natal?
Nos programas espiritais do  Arica (Oschar Ichazo), havia esta questão:
“O sonho da sexualidade sagrada” – Era considerada mais uma ilusão a desfazer, apenas, mais um desejo irrelevante, quimera. Interrogações sobre que sonhos e desejos eram esses, da parte de quem, se eram mais sexo ou mais amor, a diferença entre homem e mulheres, não pertencia à inquirição.
Surge Swedenborg, afirmando que não é uma ilusão, tal como, o que crianças ou jovens o sabem e sentem. Que continua até a existir no Além. Evidentemente, tanto para o mal, como para o Bem. Que não é um conto de fadas inexistente. Mas algo para o ser humano realizar e descobrir.
O quanto a compreender, o quanto a desbravar, o quanto a fazer nascer. A rosa mística das coisas com que esta questão se relaciona, e o que desta ainda ignorância, pode crescer flor.

Voltando ao artigo e discussão…
Talvez aqueles homens indignados o estejam, por causa de coisas como esta:
Rape sentences now average eight years, Ministry of Justice figures show | Society | guardian.co.uk
Mas o que na teoria é 8 anos, acaba, na prática, em 1 aninho e pouco, dois aninhos, incluindo o tempo de espera do julgamento e de prisão preventiva. Pergunta: Porquê que um condenado por violação explícita, premeditada e planeada, num país onde a lei está escrita com punição de, por exemplo, 12 anos, é condenado, a um ou dois anos? E isto, talvez ainda só devido a vários factores circunstanciais positivos. Tais como; pressão de algumas pessoas dentro da Justiça; o delinquente ser estrangeiro e ter uma fraca posição na sociedade.
Reposta dada como explicação: “Porque não é uma repetição”. Uma mulher violada não chega, para que seja realmente grave. É preciso haver uma série !?. Portanto, aqueles 12 anos, nada querem dizer, como nada querem dizer estes 8 anos do artigo. “Isso é a punição máxima” – dito noutra altura.
É conforme. Conforme a importância das pessoas. E a maioria, vai livre. A polícia parte desse princípio. E do princípio que é mentira a acusação.
A ignorância sobre violação ainda é flagrante, e a situação de tolerância e não condenação, assim como da atitude para com a mulher assaltada sexualmente, seja geral, seja da incompetência dos profissionais que foram treinados para tratar com elas, é frequentemente de um nível bárbaro. A justificação dada é sempre a de que as mulheres fazem muitas acusações falsas. Como assim? Não existem acusações falsas nos outros sectores da justiça?
E o facto de se acrescentar a este problema, os problemas presentes da sociedade, como por exemplo a sua pedophilia homosexual, ou mulheres . Onde não se resolveu em relação às mulheres, piora e acaba por colher também os homens. 

Apollo e Daphne, Berlini
Apollo e Daphne, Berlini. (A Árvore)
No fundo, tal como vivemos numa sociedade de milénios baseada na violência e na guerra, vivemos também, numa sociedade de barbaridade e violência sexual correspondente.
Enquanto não se resolverem questões da barbárie para com as mulheres, enquanto se ignorar a sua transmissão espiritual como veículo do divino, não se consegue resolver o crime da pedophilia.

Segundo aqueles homens indignados, “a sociedade é demasiado severa para com o crime sexual”. Se conseguisse, dava uma gargalhada.
Se calhar, eu às vezes bem precisava de uma boa dose de feminismo. Ainda na quinta-feira passada, abordei esta questão, também a do castigo; e provavelmente a minha visão civilizada e tolerante, a qual exprimi, é certa para um outro mundo. Mas para este, afinal, métodos mais radicais sejam talvez temporariamente necessários.Afinal, a tolerância e a civilização é tão mal compreendida e tão bestialmente abusada.
A resposta a muitas coisas que foram ditas no pouco que li daquele diálogo, tais como “o exagero das mulheres quanto à gravidade da violação !!!”, “o exagero da gravidade com que é visto o crime sexual”, o “serem tudo mentiras” e tais como “sendo assim, igual número de homens é violado por mulheres, como eu, quando estávamos bêbados, e no entanto também não fui à polícia porque a X. me começou a apalpar, e quis ter sexo comigo”. A resposta seria durante 3 anos, o que fosse violação provada, ser punido com castração — física. Para depois voltar a uma condenação mais civilizada. Não defendo, por enquanto, em todos os países, este tipo de punição. Mas seria a resposta a esta conversa. Já que as punições de hoje em dia são frequentemente ridículamente leves ou ausentes, e afinal, ainda se queixam !!!

No fundo, tal como vivemos numa sociedade de milénios baseada na violência e na guerra, vivemos também, numa sociedade de barbaridade e violência sexual correspondente. Nesse sentido, é compreensível que os homens se revoltem se as mulheres os acusarem somente a eles. Mulheres, os criaram e ensinaram, afinal de contas, mas a influência social sobrepõem-se violentamente.
Outra coisa, é recusarem aquilo que é o despertar de uma consciência, em que, sim, quase cada mulher… desperta para o facto de muita coisa que não considerou ser abuso sexual, o ser. Milhares, milhões de homens, ao longo dos milénios —  os “bons” também — violaram esposas quando embriagados, e quando não embriagados: porque havia uma relação violenta de dominação pela força e pelo poder. Tudo isto sempre tem vivido impune, no silêncio…
Pior ainda, quando com as filhas….

Se não são violadores, porquê que os homens violam em massa na guerra, nos exércitos, e isto não mudou até aos dias de hoje? Porque não se levantam em protesto contra estas barbaridades, em vez de contra os erros feministas?
Não é possível reduzir o crime da pedophilia, enquanto não resolvemos também, física e espiritualmente, as relações entre os homens e as mulheres.

Judge Derek Johnson Rape Case: ‘If Someone Does Not Want Sex, Their Body Will Not Permit It’
(Embora da parte de um júri, seja oficialmente raro, ainda é como muitas pessoas pensam. Outros, pensam mas não dizem ou não se atrevem a perguntar.)

Rape Statistics – YouTube – melhoras nos EUA

Rape statistics – Psychology Wiki
Rape Statistics and Rape Culture | Inside Higher Ed
Rape Support Campaign Launched By Mumsnet After Survey Suggests One In Ten Are Victims
City, National Rape Statistics Highly Suspect | Womens eNews
Rape information
Violação – Enciclopédia Encydia-Wikilingue, a partir de violação wikipedia
Mapping Rape – Page 1 – News – New York – Village Voice

* Um dos parentes destas comunidades, encontra-se entre nós, ensinando o adultério, proibindo a monogamia. Ironicamente, são os alemães, que consideram, ou sabem, que fomos invadidos por uma seita perigosa. 

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