Christopher Hitchens on Trotsky (part 2 of 3)

Christopher Hitchens on Trotsky (part 2 of 3) – YouTube Algures no princípio, Hitchens graceja sobre a indelicadeza, ao ser impedido daquilo para que o convidaram. A entrevista é invadida por uma terceira figura, que tem a função de esclarecer “objectivamente” sobre Trotsky, mas falhando, ao impedir Hitchens de falar.
Enfim, Hitchens menciona uma possibilidade de não ter havido a primeira guerra mundial, e finalmente, que Trotsky é, ou seria o que fica de bom e não manchado do projecto marxista (?), ou da revolução do proletariado…
Uma passagem de Trotsky é lida como prova de ele ser desumano e cruel, em 3.56′, sobre ” malicious taless apes, so proud of their technical achievments, the animals that we call men.” Ao que Hitchens responde que concorda inteiramente, e que sim, sempre “nos considerou o produto de uma espécie malévola (?), deformada na sua evolução”.

O humanismo, acusa e rejeita a noção de pecado; este é a noção fundamental de um acto errado, mais ou menos voluntário, e das suas inevitáveis consequências, cuja necessidade de correcção é intransponível para os religiosos, tornada possível com a participação da (união à) Divindade benigna; o humanismo, deparando-se com a maldade, condena a humanidade à condição universal de um erro malévolo na evolução da matéria.
Onde está, aqui, o argumento de dignidade humana que Hitchens defende (e que aliás, tão bem exemplifica…), ao argumentar contra a indignidade da concepção religiosa ?

Os poucos devotos de Osho, de que ouvi falar, que reconheceram os erros do que se passou no movimento, adoptaram matierialismo e cinismo, depois de terem acreditado num projecto, que, para eles, fora humanista: a raça demonstrou-se-lhes no seu mais puro egoísmo e animalidade, independentemente de níveis de consciência transcendentes, e não tinham outra interpretação possível para o choque que sofreram.

Revendo:

1. A discussão sobre a existência de Deus, é feita sobre o sono dos filósofos — e dos teólogos também. Vou aqui publicar mais outro vídeo, em que uma pessoa diz ser filósofa, e na discussão com Hitchens, não menciona um único argumento filosófico. Não se percebe a situação e por isso digo que os filósofos dormem.
2. A razão da existência da religião, é independente da maldade humana: ela é a procura da verdade a respeito do sobre-natural, da relação entre este e o natural, e a procura da (re)união entre ser humano e ser divino. É a procura da verdade sobre a nossa existência, a partir do momento em que se conhece a existência do sobrenatural.
3. Mas o confronto com a maldade humana depois de se ser, verdadeiramente, “ser humano livre”, isto é, depois de um trabalho contra si próprio e contra o ego; depois de desconstrução da superficialidade de preconceitos e preceitos, dos ideais, crenças e sentimentos em que se nasceu e cresceu, leva-nos a uma nova, renovada, limpa relação com Jesus, ao Logos dos Evangelhos e dos escritos de Swedenborg. E ao reconhecimento da acessibilidade, através de determinadas disciplinas e de arrependimento, do contacto com a felicidade divina, e da construção do Reino de Deus, não para todos, mas para os que queiram começar, continuar e crescer.
4. A razão e a inteligência levam ao mesmo do que descrito no ponto 3.
5. Já foi há dias que coloquei na internet algo relativo ao que significam Abel e Caím : o seu significado é algo radicalmente diferente do que divulgam certos movimentos, que levam, por meio de invenções pseudo-esotéricas, a justificar, a necessidade de Guerras terríveis entre dois tipos de seres humanos.
Estas invenções fictícias sempre se fizeram, tal como os Brâmanes  justificaram os intocáveis: a vida sagrada era só para eles, e hereditariamente predestinada. Os Budistas tibetanos, justificavam a sua superioridade em relação às monjas, ou ao estado de escravatura da população não eclesiástica, pelas leis da sina. As maravilhas da Grécia e do Antigo Egipto, reflectem a vida de uns poucos de Gregos e de uns poucos Egípcios, entre os quais até mesmo os artistas tinham uma vida de escravo… não sendo embora escravos; o resto da população eram ignorantes sem direitos ao estudo do sagrado, ou qualquer outro. É João Baptista e Jesus que vêm ensinar que, aquilo que estava destinado ao Faraó, a vida eterna, não o estava somente a ele, ou aos Sacerdotes-Rabinos. Os pré-requesitos são de foro interno, e acessíveis a todos. Parece que a palavra grega para salvar, é curar. Jesus vinha oferecer a cura, e não ficava sequer à espera que lha viessem pedir, sabendo que os aflitos precisam ser socorridos. Ele só trazia pão? Não, trazia ensinamento sobre-natural, porque sem ele não há pão, nem bondade.

Portanto não é um pensamento assim tão horrendo que os missionários quisessem trazer aquilo em que acreditavam. Eram alguns pessoas horríveis? Eram, mas também não tinham ouvido ainda falar de Bio-energética nem de Wilhem Reich….
Estamos interligados nesta prisão, e os homens fartam-se de errar e criar entraves e problemas.

É tempo de, junto com meditação, arte, muitas outras leituras, e prática de amor e caridade (karuna, compaixão), ler Swedenborg — que abre as portas da mentes ao espírito e ao coração. Leva-nos para longe do orgulho, e, pela porta estreita, mostra-nos uma saída da caverna, não só para uma ou duas pessoas especiais — nem sequer exigindo um esforço que só os Budas realizam. Uma porta estreita para um jardim fora da caverna, onde ao sol, nos podemos dedicar não só à nossa regeneração, e iluminação, como outros lhe chamam, mas criar as circunstâncias onde ela é possível para irmãos e irmãs.

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