Instrumentos de tortura

Acabo de completar um dado processo… e não sei bem porquê que isto veio hoje, mas pouco importa.
Em geral, sei manter longe de mim o poder da sugestão, em relação a certo tipo de coisas…
Assim, desde miúda que me lembro de ter sido torturada, mas levei anos para saber que se trata de facto de lembranças, e não qualquer outra coisa.
Na verdade desde pequena que tenho imagens claríssimas, com os sentimentos correspondentes e “filmes” de cenas e coisas que nunca vi. Estas coisas e pensamentos surgiam à noite, das mais variadas formas, sobretudo em criança.
Mais tarde adulta, pensei às vezes se seria algum sinal de masoquismo, mas era estranho, pois não o sou, nem tenho qualquer nostalgia por assuntos relacionados com tal. Não pensei ser a possibilidade de vidas passadas, porque resisto a toda essa espécie de sugestões e crenças. Mas várias vezes me senti estupefacta porque essas imagens e ideias tinha tudo a ver com coisas que nunca vi, nem de que nunca ouvi falar.

Depois, há ainda a hipótese de eu não ter sido a vítima, e sim de ter estado presente na tortura. E de hoje me lembrar e ter imagens como se fosse eu a torturada. Para isso ser possível, a minha alma teria que ter sido muito diferente de hoje em dia…
Quando revivo estas coisas, ou quando revivi, era sem o sentimento da dor física de então. Mas a atmosfera em volta de mim, pavorosa, as cores e os objectos, e o sentimento de abandono total, de isolação, e sobretudo o realismo dos objectos de tortura — coisa que eu nem sequer sabia que existia: não só a tortura (!!!! – as coisa impensáveis que as pessoas inventam para provocar dores inconcebíveis a um ser sensível, racional e espiritual), como os objectos possíveis e o nível de crueldade.

Deixei portanto sempre esses pensamentos — que aliás não me obcecaram, ou importunaram, primeiro como possivelmente alguma associação não significativa, ou como algo impossível de compreender na altura, e que um dia viria essa compreensão. Além disso, eu não achava muito importante compreender — ou até mesmo que houvesse algo a ser compreendido ! Era algo que eu, como que lembrava, mas sem ansiedade, sem carga emocional, sem prazer: mas como algo inacabado. Eu ansiava apenas que alguém que me viesse tirar daquela tortura. Também, a memória era mais sobre a cena completa preparada para começar a tortura, com o pensamento e desejo forte de esperança que alguém aparecesse e me tirasse dali.
Também isto é um índice de realismo: sendo realmente uma memória, esta parte é a última que alguém  pode relembrar ainda racionalmente e com calma ! (|Aliás, medo ou pavor, não sentia. Quando acima menciono uma atmosfera de pavor, refiro-me de facto à sala, tudo escuro apenas iluminado por chamas, tudo vermelho e negro). Como eu dizia, é um índice de realismo, eu lembrar as preparações, e tudo até a tortura, propriamente, começar. Porque evidentemente que depois de ter começado, isso será insuportável ou impossível ser relembrado da mesma maneira. O organismo não pode comportar tais dores.

Hoje pensei nas minhas imagens de criança, e compreendi que são apenas memórias de uma tortura autêntica e real.
Fui ver à internet e imediatamente vi o que procurava!! E PELA PRIMEIRA VEZ!! Já uma ou duas vezes, desde que tenho internet li algo sobre tortura, vi por alto  instrumentos de tortura em Itália — do Da Vinci, creio eu. Vi portanto muitos instrumentos de tortura. Ainda recentemente vira novos, a propósito das feiticeiras. E ainda não vira nada parecido com o que eu lembrava. Mas hoje sim:



Olhem nesta, estou lá eu e tudo:

Não, o que me lembro é diferente: eu estava definitivamente deitada. O instrumento de tortura era como a combinação da mesa acima, com a cadeira. E havia uma outra tábua por cima de mim, coberta de pregos, que ia descendo. Claramente. Não encontrei esta discrição, mas eu tenho a certeza que existia.
E havia só a luz vermelho de fogo, neste calabouço, espaço de paredes grossas de pedra, não havia janela ou luz de dia.

Pessoalmente, acredito que a questão das várias vidas não é simples, e que existem hoje muitas fantasias a esse respeito. Pode de facto haver mais explicações possíveis. E como digo, o meu envolvimento podia ser outro, quem sabe…
A este propósito da reencarnação, Aurobindo diz que acha que a pessoa não muda de sexualidade. A História da humanidade, parece indicar nesse sentido!

Como a nossa mente está ligada e muitos seres humanos são um Grande Espírito em comum, as lembranças de outras vidas, não terão sempre uma explicação tão simples e linear, e claro que muitos fantasiam sobre essas coisas. Basta notar como as pessoas foram sempre coisas maravilhosas nas suas vidas passadas….

No entanto, eu peco muito mais por escrúpulo do que por fantasia a mais, e parece acalmar algo de muito profundo em mim, admitir e falar disto.
Esta mudança tem muito a ver com o começo da leitura do livro sobre HSP, que, não provocará transformações grandes na minha vida, mas pequeninas, como esta.

10 Terríveis instrumentos de tortura.

Mochileiro Selvagem: Museu da Tortura em Amsterdam (Fotos)
(não sabia sequer que este museu existia…)

.: Torturas!

Meditar sobre estas coisas é bastante importante, para compreender o ser humano, sobretudo hoje em dia, em que a maioria das pessoas só quer uma religião que diz que são “anjos”! …. e que nega que o sejam maus, ou até o mal, etc. etc. etc.  Quando o ser humano apenas tem a chance de mudar: ainda não mudou…

Notas pessoais
Outro assunto para outra publicação ainda a propósito de tortura e coisas relacionadas:

Outro assunto par outra publicação:
Os lavadores cerebrais:

A Tortura na Igreja de Lúcifer | Adventismo em Foco

Exactamente! (embora evidentemente que a Igreja também o tenha feito e deixado existir, e deva arrepender-se e pedir perdão por isso: Que eu saiba, não o fez. Só pediu perdão aos judeus, creio).
E as técnicas usadas eram usadas há muito, por outros, sustentados pela crueldade e barbaridade da humanidade, tão indiferente aos sofrimento dos outros, já que aprendia a supressão do sentimento, do amor, da compaixão, do estético…. etc.
IGREJA BATISTA BERÉIA: “SANTA” INQUISIÇÃO ou “SANTO” OFÍCIO

“O mito da Inquisição Espanhola”. Está disponível no youtube  A propósito dos panfletos propagandistas protestantes do Sec. XVII.

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